terça-feira, 30 de junho de 2015

SONHO DE CRIANÇA

Vislumbrando o universo de criança
Tinha pega-pega, tinha dança
E tudo que era forma de brincar
Vieram todas as personagens infantis
De Curupira a Sacis
Também Iara e Boitatá

Muitos balões como estrelas lá no céu
Roda-gigante e carrossel
Só brincadeira e diversão
Por todo lado eram cantigas e cirandas
Muitas flores e guirlandas
Era a felicidade em profusão

Naquela aldeia tinha algo interessante
Pois ali cada habitante
Era gentil e acolhedor
Havia um perfume exalando a todo instante
De uma forma incessante
Que curava toda dor

Naquele mundo a idade não importava
Onde a vida transbordava
E a tristeza não se via
A todo momento uma música tocava
De qualquer parte se escutava
Aquelas belas melodias

Pra refrescar, um imenso chafariz
E a criançada bem feliz
Naquele sonho realizado
Os animais convivendo em harmonia
Estava tudo em sintonia
Neste universo iluminado

O tempo parou para aquela maravilha
Unificando esta família
Recomeçando a criação
E DEUS contente dando nova oportunidade
A já perdida humanidade
Viu nas crianças a salvação.

terça-feira, 23 de junho de 2015

RAP DA DESESPERANÇA

Massa cinzenta... Falida
Povo que aguenta... Sem vida
Gente alienada... Teclando
Em frente à TV... Prostrando
Mais uma cerveja... Cachaça
É o álcool na mesa... Desgraça
O trabalho do dia... Escravidão
O dinheiro a qualquer preço... Prostituição
Mais um irmão pedindo... Miséria
Mais um corrupto sedento... Pilhéria

Quero partir, quero ficar, quero uma ajuda, quero ajudar
Olho por olho, dente por dente, saúde pra todos e todos doentes

Quatro dias de folia... Esquecimento
Cinco meses pagando... Sofrimento
Mais uma facada nos peitos... Criança
É o noticiário do dia... Desesperança
A miopia da cegueira... Justiça
A política decadente... Postiça
Mais um ente que se vai... Saudade
Mais um facínora chegando... Maldade
A vida dos trancos e barrancos... Resista
Mais uma porta na cara... Insista

Quero partir, quero ficar, quero uma ajuda, quero ajudar
Olho por olho, dente por dente, saúde pra todos e todos doentes

O amor jogado no lixo... Egoísmo
A amizade desinteressada... Sofismo
O pão e o circo... O povo
Aumento de imposto... De novo
Mais uma noite chegando... Tarja preta
O governante acalmando... Mutreta
A religião é agora... Salvação
Não existe final... Redenção

Quero partir, quero ficar, quero uma ajuda, quero ajudar
Olho por olho, dente por dente, saúde pra todos e todos doentes

quarta-feira, 3 de junho de 2015

COLONIZAÇÃO

Ora, pois, senhor Cabral
Disseram-me que descobristes o Brasil
Em troca de interesses mil
Acobertando Portugal

Mal desembarcastes em nossa areia
Já foi ensinando coisa errada
Abusando da hospitalidade dada
Se apoderou da riqueza alheia

Apesar de pomposa educação europeia
Escravizou a quem te acolhia
Amealhando tudo que via
Fazendo o que nem temos ideia

Fomos catequizados e colonizados
E parece que aprendemos direito
Atualmente pra tudo dá-se um jeito
Utilizando os exemplos deixados

E se fossem os franceses a nos colonizar?
Baguette, vinhos, queijos, croissant...
Piaf, merci, bonjour e l’argent
Talvez mais cultura e caviar

Penso também em uma colonização inglesa
Todos pontuais e chá às cinco da tarde
Educação e reverência a Majestade
Talvez mais respeito e comida à mesa

Enfim, eis o legado de Portugal
Muito jeitinho e vinho do porto
Resolvendo tudo de um modo torto
E dançando o “Vira” com o Leal.