quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

FELIZ ANO NOVO (2021)

Dois Mil e Vinte foi um ano esquisito,

Parecendo o Antigo Egito

Com várias pragas a aparecer.

Teve areia, morcego e gafanhoto,

Fora muito “bicho” escroto,

Que viera a se eleger.


Em Hollywood, o Oscar foi de forma implícita

Para um filme “Parasita”

Uma chamada para o mundo...

A face oculta dessa nossa humanidade

Sem limite pra maldade 

De valores moribundos.


A nossa água já há muito maltratada

Apareceu contaminada 

Culparam logo a tal “Geosmina”...

Mas o povo que não é bobo não, 

Chegou logo a conclusão: 

A má gestão que é a “TOXINA”.


Lá pela China apareceu uma desgraça 

Trazendo caos e ameaça 

A vida humana aqui na Terra...

Muitas suspeitas, teorias, falação, 

Politicagem e opressão; 

E uma tristeza que não se encerra. 


Mas apesar do calendário turbulento

Ainda temos como alento

Muito que agradecer;

Foram lições, vivências e ensinamentos

Que rogo a DEUS nesse momento

Um grande ano florescer.


Com otimismo e desejando o bem comum 

Espero Dois Mil e Vinte Um

Trazendo muitas alegrias.

Ano passado agora já é história,

Engavetado na memória 

Servindo de luz aos Novos Dias!!!

segunda-feira, 4 de março de 2019

ALIENA... ALIENA... ALIENA MEU POVO!!!

 Começa o tal do carnaval
Nessa euforia colossal
Muitos corpos pelo chão 
Seja bem vinda a confusão 
A miséria desfilando 
E o bloco vai passando...

Brasil, com seu povo a pular
Nessa orgia popular
São quatro dias de ilusão
Com muita alienação 
Muito confete e serpentina 
Nesse universo que alucina


Vem, vem , vem, vem
Encher a cara até cair
E todo mundo a aplaudir        
Não se sabe nem o por quê 
Como pediram na TV
                                             BIS
Vai, vai, vai, vai
Falar de corrupção 
Na escola da contravenção 
Exibindo pra nobreza
A alegria da pobreza


Agora cura a ressaca
Se sentindo um babaca
Se vê todo endividado
Quarta-feira é feriado
Esquece tudo, meu irmão 
Sai pra lá, ô depressão!

Dá uma olhada para o povo
E vai se embebedar de novo...


Vem, vem , vem, vem
Encher a cara até cair
E todo mundo a aplaudir        
Não se sabe nem o por quê 
Como pediram na TV
                                             BIS
Vai, vai, vai, vai
Falar de corrupção 
Na escola da contravenção 
Exibindo pra nobreza
A alegria da pobreza


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

2. QUE MUNDO É ESSE? De Mariana a Brumadinho

Que mundo é esse que não tem pra onde correr?
Que “VALE” tudo sempre em nome do poder
Tanta sujeira que não dá mais pra esconder
Deixando a tudo desgraçado pra valer

Destruição é trazida pela lama 
O povo chora, o povo grita, o povo clama

Quantas vidas são levadas pela ambição 
De gente “pobre” de humanidade e razão 
É tanto esquema, impunidade e perversão
Trazendo lixo, esterilidade e escuridão 

Destruição é trazida pela lama 
O povo chora, o povo grita, o povo clama

Eis a miséria onde se via a bonança 
Agora corpos entre abutres e crianças 
Vemos aflitos o que sobra da lambança 
Aos que virão fica a tristeza como herança

Destruição é trazida pela lama 
O povo chora, o povo grita, o povo clama...

terça-feira, 13 de novembro de 2018

DEUS

Já estive pra desistir
Já estive pra enlouquecer 
Não tinha razão pra sorrir
Não via mais graça em viver

Uma força que não sei explicar
De repente tomou conta de mim
Do chão me fez levantar
Me protegendo de um todo ruim

Me ensinou de novo a andar
Mostrando o caminho a fazer
Apesar de nunca falar
Pelo coração o ouvia dizer:

“Estarei para sempre à seu lado
Não importando a condição 
Confie com a alma e calado
E nunca mais sentirá solidão”

Desde então, assim tem sido
Meu amigo leal e parceiro
Quando mais me sinto perdido
Se mostra o melhor conselheiro 

Pouco importa sua imagem como é
Ou tão pouco a sua feição 
Basta apenas chamá-lo com fé
Pra senti-lo em meu coração 

Qualquer palavra que eu diga
Jamais terá o entendimento perfeito
Espero que um dia eu consiga
Mostrar essa luz em meu peito

Como posso ter tanta pretensão 
Em querer tudo entender?
Já me basta a SUA atenção:
MEU DEUS COMO EU AMO VOCÊ!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O IMPRECISO (Pedro Miceli)

Eu não sou de grupo, não sou de “tribo”
Aquela unidade que se preencheu
Como um cavalo que repulsa o estribo
Talvez o maluco que subverteu

Uma natural desconstrução de modelo
Do imperdoável senso comum
Como um iceberg em avançado degelo
No universo do todo eu sou o nenhum

Um estranho da louca normalidade 
Ou a certeza do corriqueiro engano
O abstrato de toda especialidade 
Onde tudo é concreto me sinto de pano

A pessoa incerta no mundo “certeza”
Um castigado de tantas lembranças 
O perdulário da triste avareza
envelhecido ainda criança

Um itinerante dessa estrada eterna
Instintivamente sou impulsionado
Acendo a fogueira em minha caverna
Me refazendo desse mundo agitado

Minha explosão é de questionamentos 
Como pode entender um ignorante?
Um oceano em fúria de pensamentos 
Nesse universo adverso e impensante.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CONSELHOS DE ESPELHO

Ô meu compadre, pra que tanto “vale tudo”?
Minha comadre, pra que tanta vaidade?
De nada vale uma vida sem conteúdo 
De nada vale uma vida sem identidade 

Já reparou na imensidão que tem o mundo?
O quanto aumenta com o passar da nossa idade?
Não espere tanto, até que fique moribundo 
Pra se dar conta do prazo de validade.

Olhe pro céu, veja a beleza do infinito 
Olhe pra “dentro” vendo o quanto é limitado
Deixe aflorar seu lado mais esquisito
Se dê a chance de viver mais relaxado

Nosso passado sempre fica lá pra trás 
Nosso futuro é de incerta previsão 
Só o presente que distribui credenciais 
Pra quem quiser uma real transformação 

Somos a soma de todas nossas experiências 
Menos aquilo que deixamos de viver
Conserve o medo, mas com certa displicência 
Saia pro mundo que já quer lhe conhecer

Vamos pedir aposentadoria da rotina,
Da vida chata e da mesmice que maltrata
Desnude a alma, caia de roupa na piscina 
O tempo é curto pra remédio e psiquiatra 

Não se preocupe se essas dicas não lhe servem
Pois na verdade, quem sou eu pra dar conselho?
Aproveitei essas ideias que me remetem
Ao meu algoz que leva o nome de ESPELHO.

terça-feira, 10 de julho de 2018

DEVANEANDO

Um desastre é tua ausência
Uma verdadeira perdição 
Como se esvaísse a essência
E o sentido da noção 
Vai buscar a consciência 
Geminada com a razão 

Esqueça os dias tão cinzentos
Pra que eles não voltem mais
Eleve mais os pensamentos 
Em questões essenciais 
Pois causa muito sofrimento
Tudo aquilo que é demais

Fale mais com seu espelho
Jogue fora a vaidade
Dalí virá um bom conselho
Mas se enxergue de verdade
Ninguém mete o bedelho 
Em nossa própria identidade

Dê valor a quem merece
Aprimorando a audição 
Use o silêncio como prece
Com paciência e discrição 
Dessa forma fortalece
O seu corpo pra missão 

Se veja além do horizotnte 
Onde tudo é mais bonito
Por maior que seja o monte
Terá sempre o seu finito 
Deixe que o acaso aponte
A solução do seu conflito 

Como é bom te ver de novo
Mais pensante e enriquecido
Fez sumir aquele estorvo
Ignorante e endurecido
Rotulado por um povo
Muito pouco esclarecido

Seguindo sempre em frente
Preste muita atenção 
Com o coração na mente
E a mente no coração
Que a vida é um presente
De inaceitável devolução. 

terça-feira, 19 de junho de 2018

INDAGAÇÕES


Por que tanta falsidade?
Por que tanto fingimento?
Uma só é a humanidade
Que não vejo cabimento
Na existência da maldade
Que traz tanto sofrimento

Cada um, uma identidade
Somos apenas fragmentos
Na junção da irmandade
Forma o todo cem por cento
Enxerguemos a claridade
Na escuridão desse momento

Não há salvação sem caridade
Precisamos de engajamento 
Esqueçamos a vaidade
Para mais entendimento
Só haverá prosperidade
Quando houver mais acalento

Que tal mais sociabilidade? 
Que tal menos isolamento?
Falo com toda a humildade
Com vários erros em andamento 
Preciso de mais capacidade
E também amadurecimento

Peço apenas boa vontade
De refletirmos em pensamento
Será que há tanta dificuldade 
Em buscar desenvolvimento 
De uma melhor sociedade
Em comum entendimento?

Aproveitando a oportunidade 
A quem está lendo, me apresento 
Sou uma pessoa com intensidade
Sempre em busca do contento
Um esfomeado da verdade
A procura de alimento.



quinta-feira, 17 de maio de 2018

CONTRADIÇÕES

Só eu sei o que vivi
Só eu sei o que passei
Quantas vezes eu caí
Quantos corpos carreguei

Dos erros que cometi
E de tantos que ajudei
No oásis eu sofri
No deserto me alegrei

Em meu silêncio, explodi

Entre berros me calei
Com os olhos eu ouvi
Pelos ouvidos enxerguei

Pelas  retas me perdi
Nos labirintos me encontrei
Nas derrotas me instruí
Nas vitórias me “estraguei”

No medo me fortaleci
Na certeza me curvei
Não posso falar por ti
Mas de mim, certifiquei 
A lição que aprendi:
É QUE SEI QUE NADA SEI.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

REFLEXÕES

Querendo entender o processo
E a lógica da perfeição 
Por que somos tão atrasados
E perdidos na evolução? 

Tantas mãos erguidas em pranto
De fome, de sede, de dor
Me diga em qual canto do mundo
Existe a unidade do amor?

A ignorância assola o planeta
E o egoísmo caminha a seu lado
Descolorem tanto esse mundo
Que um dia talvez seja apagado

Governantes vaidosos tiranos
Brincando de jogos de guerra 
Abandonam os seus semelhantes
Se achando os donos da Terra

Terroristas matando pessoas
Em nome da religião 
A vida será sempre a riqueza 
Se interpretado direito o Alcorão 

A esperança talvez esteja escondida
Com vergonha de tanta desgraça
Mas há de aparecer triunfante
Da união do credo e da raça

Meu Deus, como é difícil ser eu
A procura de respostas, aflito
Essa fome de querer saber tudo
E esse jeito de amar esquisito
Que dentro do peito está mudo
Mas que ecoa até o infinito

Que ecoa até o infinito

Ecoa até o infinito...